Mais do mesmo

Mais do mesmo... mesmo do que é demais! Há 16 anos... maisdomesmo.np@gmail.com

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

CONFAP - Mais uma cavadela em falso

19 de Janeiro... dia de greve de professores.

Ao fim da manhã enviei uma mensagem a uma amiga dirigente do SPRC a perguntar-lhe como estava a ser a adesão. A resposta veio de imediato: "tão boa ou melhor do que a última"!

Sorri e continuei a assistir à aula de natação da minha filhota. Sim... que as greves também servem para isto: para podermos dedicar um pouco de atenção aos NOSSOS filhos, naquilo em que raramente temos oportunidade de poder fazer! Adiante!

Durante o dia evitei a habitual "guerra dos números". É "mais do mesmo": o Governo diz que os números são "baixos e/ou pouco significativos"... os sindicatos dizem que são "históricos"!

Agora à noite resolvi dar uma vista de olhos pelos "jornais online"... e lá estava: o Governo assegura que a adesão à greve é de 41% e os sindicatos dizem que os números são da ordem dos 90%!

Mas o que me deixou de boca aberta foram as declarações do presidente da CONFAP. A notícia lia-a no "Público" e aqui a deixo na íntegra:

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) ameaçou hoje recorrer aos tribunais para que sejam convocados serviços mínimos em futuras greves de professores, de forma a evitar que as escolas encerrem. Albino Almeida frisou não existir nenhuma razão para justificar o fecho de estabelecimentos de ensino, uma vez que o funcionamento não é apenas assegurado por docentes, mas também por funcionários e auxiliares, que não estão em greve.

"A Confap tomará medidas para que serviços como o refeitório e a guarda das crianças continuem a funcionar em futuras greves de professores, nem que para isso tenha de recorrer ao Tribunal Constitucional", afirmou, considerando que é preciso definir, do ponto de vista legal, quais os serviços mínimos que devem ser assegurados no sector da Educação. Para Albino Almeida, ao provocarem o encerramento de escolas, as greves de professores tornam-se "atentatórias dos interesses dos alunos e até dos seus direitos mais elementares, como comer" no refeitório.

"O direito dos professores à greve não pode colidir com o direito dos alunos e das suas famílias. Espero que as organizações sindicais tenham a lucidez de não marcar mais nenhuma greve para este ano lectivo porque a escola pública fica seriamente ameaçada se se continuar por este caminho, de realizar uma greve por mês", afirmou.

Um estabelecimento de ensino pode estar encerrado e não ter 100 por cento de adesão se o conselho executivo considerar que o elevado número de professores em greve não garante condições de segurança para os alunos. No entanto, pode dar-se também a situação contrária, mantendo-se a escola aberta e a funcionar só com auxiliares, estando todos os docentes ausentes.

Os professores voltaram hoje à greve, menos de dois meses depois da última paralisação nacional, a 3 de Dezembro, que contou com uma adesão que atingiu os 94 por cento, segundo os sindicatos, tendo chegado aos 66,7 por cento, de acordo com o ME.

Na última paralisação, cerca de um terço dos estabelecimentos de ensino fecharam portas, um número que não foi ainda divulgado relativamente à greve de hoje, apesar de os sindicatos estimarem uma adesão de 90 por cento. A Plataforma Sindical de Professores assegura que a adesão a esta greve repete os valores históricos registados em Dezembro, mas o Ministério da Educação (ME) acredita que este protesto será "significativamente inferior", não tendo ainda revelado dados oficiais.


Há aqui muita coisa para comentar... mas não vou ser exaustivo.

Dei por mim a pensar que, para muita gente, incluindo a CONFAP, a escola é um mero "refeitório" e um "depósito de crianças". Não se vê a mínima preocupação em entender as justas reivindicações e preocupações dos docentes. Para isso... nem uma palavra! Mas não será essa a missão da CONFAP, dir-me-ão! Certo! Já o sei por experiência própria há muito tempo... :/

Sabendo-se que o trabalho (lectivo) que os professores hoje não fizeram com os alunos será largamente compensado e recuperado no futuro próximo... e partindo do princípio que a CONFAP sabe disso, verifico que é por causa do "almoço" e a "guarda das crianças" que esta recorre à ameaça sobre os docentes que, por causa da greve, não ENSINARAM os alunos! Mas por outro lado não percebi como é que 41% de adesão à greve causa tantos incómodos e motiva tão violenta reacção. Será porque a verdade se situa mais lá para os lados dos 90%? É capaz... :)

Fiquei a pensar, também, se por "serviços mínimos" o sr. Albino entenderá uma coisa do tipo "os professores de Português e Matemática têm de trabalhar nos dias de greve e tomar conta dos alunos todos, com a ajuda dos funcionários"! Não me admirava se ele avançasse com uma proposta desse tipo! :)

Sugere ele que os funcionárias assegurem a "guarda dos alunos" na ausência dos professores. Saberá ele que as escolas se debatem com a falta de funcionários no seu dia-a-dia? Duvido! Mas se ele tem "capacidade" de resolver o problema para a próxima greve... que se empenhe, então, em pressionar o Governo e as Câmaras Municipais para admitirem mais funcionários, já... que bem falta fazem!

Mas, por outro lado, se a "guarda dos alunos" pode ser assegurada pelos funcionários nos dias de greve... para quê, nos outros dias, haver "aulas de substituição" ou "distribuição de alunos" pelas outras turmas? Então não podiam esses mesmos funcionários "tomar conta" dos alunos quando há falta de professores? A Lei não o permite? Ora, que aborrecimento...

Já agora, deixo uma pergunta ao sr. Albino: se os professores acham que têm motivos para fazer uma greve (têm... e muitos!)... devem marcá-la para as férias, quando o sr. estiver na praia com as suas filhas?! Ou para os sábados, como já têm feito com as manifestações?
Diga-me lá que greve de que classe profissional é que não causa incómodos e prejuízos... e se não é para isso... que eficácia têm/teriam as greves, como forma de pressão e protesto que são?

(Não tarda nada, o homem ainda vai exigir que os professores, esses privilegiados "guardas dos alunos", deixem de ter direito à greve! Shiiiiiuuuuuu...)

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Greves regionais suspensas

Plataforma Sindical dos Professores suspende greves regionais

Parece que começa a ver-se algum efeito prático da ENORME luta - e com muitos sacrifícios pessoais - que os professores e professoras deste país têm travado!

Agora já se admite que se pode discutir a suspensão do modelo de avaliação. Agora já parece que a condição prévia que o Governo impunha deixa de existir... agora já parece que vai haver uma VERDADEIRA negociação... sem EXCLUIR a discussão do Estatuto da Carreira Docente!

Sim, valeu a pena! :)

Mas... não esquecer: "cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém!" :)

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Adesão à greve

Eu sei que qualquer um tem acesso ao JN... mas pronto... aqui fica o artigo, escusam de ir à procura dele... e podem distribuir pelos amigos (eu vou enviar às diversas listas de distribuição que tenho no Outlook, como, por exemplo, a que denominei de "Jornalistas")... hehehe...

O meu novo "slogan" é:

«Assim, unidos, já se pode ser professor!»

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"Maior greve de sempre ronda os 95% de adesão"
14h51m
DENISA SOUSA, JESUS ZING, LUÍS MARTINS, LUÍS OLIVEIRA, HELENA SILVA, TEIXEIRA CORREIA, TERESA CARDOSO E TIAGO RODRIGUES ALVES

O "Jornal de Notícias" acompanhou a greve dos professores em várias escolas do país. Nos vários distritos onde passou, a situação foi calma, não houve manifestações de apoio ou repúdio, apenas o gáudio de muitos alunos com a confirmação de "um feriado" há muito anunciado. Os sindicatos falam em 95% de adesão à paralisação, decretada como protesto ao novo modelo de avaliação.

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, estima que os números da greve rondem os 95% de adesão. "É um orgulho representar os professores. Podemos já dizer que é a maior greve de sempre", disse, considerando "caricato e absurdo" o argumento do Governo de que a maioria das escolas está aberta.

O Secretário-Geral da Fenprof recusa a acusação de se negarem a negociar. "Queremos uma negociação aberta, não queremos é estar sujeitos à negociação do Governo", disse Mário Nogueira, em declarações à SIC notícias.

Guarda perto dos 100%

Os dados apurados pelo JN, junto de fonte sindical, situam a greve no distrito da Guarda perto dos 100%. "É uma greve histórica", disse Sofia Monteiro, coordenadora do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC). Das 29 escolas secundárias do distrito, 19 registavam entre 99 e 100% de adesão. Entre as outras 10, os professores em greve passavam os 95%.

Entre as escolas do 1º Ciclo, a adesão à greve situa-se entre os 98 e os 100%, sendo na maioria estará mesmo parada. A título de exemplo, na escola do Bonfim, na Guarda, o sindicato diz que há apenas um professor a leccionar.

Os alunos aproveitaram o "feriado" anunciado, para gozar a manhã sem aulas, sem manifestações ou confusões. Os Conselhos Executivos já haviam informado as transportadoras, que levaram de volta a casa os alunos que, diariamente, se deslocam de autocarro das várias aldeias para a sede do distrito.

Aveiro entre os 76 e os 100%

Em Aveiro, a adesão à greve varia entre um mínimo de 76 e um máximo de 100%, números apurados pelo JN junto de fonte sindical. Na preparatória João Afonso, não houve professores para dar aulas, o que também aconteceu nos jardins de infância e escolas do 1º ciclo do agrupamento de Aveiro, onde a greve teve uma adesão total. A secundária Homem Cristo registou, também, 100% de adesão ao protesto.

Na secundária José Estêvão, também em Aveiro, a greve situou-se nos 80%, um pouco acima dos 76% registado na Mário Sacramento. Entre uma e outra, na primária da Vera Cruz, só quatro dos 18 professores é que não aderiram à greve, o que redunda em cerca de 72% de adesão ao protesto. Em Ílhavo, a greve tocou os 100%, tanto na Escola Secundária como na EB 2,3.

Viseu entre acima dos 90%

No distrito de Viseu, a greve de professores registava, ao fim da manhã, o encerramento de 39 dos 65 agrupamentos de escolas no distrito de Viseu. Os restantes apresentavam índices de adesão que oscilavam entre os 72% (escola dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico de Penalva do Castelo) e os 99% (agrupamentos de escolas Ana de Castro Osório em Mangualde e S. João da Pesqueira.

Francisco Almeida, dirigente local do SPRC, considerava que no distrito de Viseu era"mais fácil encontrar uma agulha num palheiro do que um professor a trabalhar". O sindicalista sublinhou que, na prática, "não houve aulas em todas as escolas do distrito de Viseu"."

"Em Mangualde, apenas uma professora a deu aulas. A adesão a greve é de 99%. Francisco Almeida lembra ainda que em Cinfães "os 83 professores do 1º ciclo do ensino básico estiveram todos em greve".

Na EB 2,3 Infante D. Henrique, em Repeses, Viseu, a ministra da Educação teve direito a uma canção muito especial. Fernando Pereira, o seu autor, fez incidir sobre o refrão a ideia geral da melodia: "está na hora de a ministra ir embora". O docente assume que se trata de uma forma de "intervenção e protesto". Uma maneira de mostrar à tutela que "a Educação é a grande riqueza de um país".

Braga ronda os 95% de adesão

Em vários concelhos do distrito de Braga, a adesão à greve ultrapassa os 95% e em várias escolas só apareceram ao serviço um ou dois professores. Alguns estabelecimentos de ensino tinham as portas abertas e os serviços mínimos a funcionar, mas por todo o distrito foram raras as aulas dadas, da parte da manhã.
Na capital de distrito, na EB 2,3 Carlos Amarante, apareceram dois docentes, enquanto na Alberto Sampaio alguns docentes, sobretudo os mais jovens, apareceram para leccionar mas para um número reduzido de alunos. Nesta escola, os elementos do Conselho Executivo também fizeram greve. No Liceu D. Maria II, o presidente do Conselho Executivo, Vasco Grilo, contabilizou 90% de professores faltosos.

Na EB 2,3 de Lamaçães, com 1500 alunos, só se apresentou um professor de espanhol, numa adesão massiva que deixou os pais com a vida mais complicada. "Compreendo a luta, mas tenho três filhos e não tenho onde os deixar. Vou faltar hoje ao trabalho", disse ao JN uma mãe que se deslocou à escola para ver se havia aulas.
Parretas, Nogueira, Maximinos, Palmeira ou Nogueira são alguns dos locais da cidade onde também não houve aulas nos vários estabelecimentos escolares. Mesmo com o peso da greve em curso, o Conservatório Calouste Gulbenkian registou 100% de adesão ao nível do primeiro ciclo. No segundo e terceiro ciclos, bem como no secundário, dos 55 docentes, 45 fizeram greve, o que situa os números da adesão nos 81%.

Em Vila Verde, Amares, Terras de Bouro, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho há inúmeras escolas fechadas, a maioria com 100% de professores em greve.

Professores foram para a praça da Liberdade, no Porto

Na cidade do Porto, a manhã começou negra, chuvosa e sem aulas nos estabelecimentos de ensino visitados pelo JN. Às 8h30, na Escola Carolina Michaelis, os alunos subiam as escadas para poucos minutos depois as descerem já com a notícia de que não teriam aulas. A alegria de uns contrastava com a desilusão de outros. "Adormeci, mas vim à pressa porque amanhã vou ter um exame de História e afinal foi tudo para nada", afirmou Joana Patrícia. "E não me parece que a professora adie porque ela não é de adiar", acrescentou. À porta da escola, alheios à forte chuva, muitos alunos reuniam-se e alegremente faziam planos para o resto do dia. "Vamos para o shopping passear", dizia a grande parte.

Às 9h00, na Escola Secundária Filipa de Vilhena, o cenário era semelhante, com todos os professores do primeiro turno da manhã a aderirem à greve. Durante o tempo que o JN passou à porta da escola apenas um docente entrou nas instalações e fez questão de dizer que vinha mas que não ia dar aulas e estava em greve. Pouco antes, um pai, depois de avisado telefonicamente pelo filho, veio buscá-lo para p levar a casa. "Já sabia e por isso estava de prevenção. Como moro perto, não me custa muito vir cá buscá-lo. Agora, vai passar o dia comigo" afirmou Paulo Sousa, salientando que concorda com as reivindicações dos professores e que dá todo o apoio à greve.

A meio da manhã, cerca de uma centena de professores estava concentrada na praça da Liberdade, no centro do Porto, em sinal de protesto contra o modelo de avaliação.

Leiria com média perto dos 90%

Em Leiria, as duas maiores escolas secundárias do distrito registavam uma adesão de 90% (Rodrigues Lobo) e 91% (na Domingos Sequeira), com a greve a paralisar a EB de Marrazes, que encerrou. A Escola Secundária de Pombal registava 93% de adesão, enquanto a Calazans Duarte (87%), na Marinha Grande, parecia ser a que menos aderiu à paralisação.

"Sem dúvida que estamso perante a maior greve dos professores desde o 25 de Abril", disse ao Jornal de Notícias uma fonte do Sindicato dos Professores da Região Centro.

Beja entre os 70 e os 99%

Em Beja, dados apurados directamente junto dos concelhos directivos, mostram alguma dispararidade na adesão à greve. O Agrupamento de Santa Marinha, com sete escolas, estava nos 99%, enquanto nas sete escolas do agrupamento Mário Beirão a greve se situava entre os 60 e os 70%. Pelo meio, 80% na secundária D. Manuel 1º, 86% na Diogo de Gouveia e 90% na Santiago Maior.

"Não faço greve porque sempre estive contra o modelo de avaliação. Mais agora, depois das alterações", disse Conceição Casanova, uma das professoras da escola Santiago Maior que não aderiram à greve. Na de Santa Maria, Rogério Inácio também não aderiu à paralisação, simplesmente porque não podia: sendo um dos três professores do Curso de Educação e Formação, foi obrigado a leccionar.

Meio milhar nas ruas de Viana do Castelo

Em Viana do Castelo, cerca de 500 professores manifestaram-se na Praça da República. A chuva causou estragos na concentração, com os docentes algo espalhados pela praça, cartão de visita da cidade, mas não afectou a motivação.

"Queremos ser avaliados com seriedade" lia-se em alguns dos cartazes. Outros eram "Por uma escola de rigor e exigência", com alguns professores a dirigirem os dizeres a Maria de Lurdes Rodrigues: "Senhora Ministra, queremos trabalhar com dignidade".

A concentração começou às 10 horas na Praça da República, de onde saiu, uma hora depois, para o Governo Civil de Viana do Castelo. Em frente ao palácio, os professores acenaram com lenços brancos e pediram a demissão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

Segundo dados apurados pelo JN junto de fonte sindical, a greve situa-se bem acima dos 90%, perto mesmo dos 100%, em todo o distrito de Viana do Castelo.


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Sou professor há 20 anos, ou seja, este ano lectivo é o meu 21.º ano de serviço... sempre nas escolas, nas salas de aulas, nos recreios, nas visitas de estudo, nas reuniões de Conselho Escolar e agora mais recentemente de Conselho de Docentes, em reuniões de Conselho Pedagógico, de Núcleo, em grupos de trabalho, etc... e já perdi a conta ao número de greves a que já aderi. Mas pela primeira vez ouvi um membro do Governo dizer que tinha sido uma greve "SIGNIFICATIVA"!

Desculpem-me se erro: para mim, isso significa que os números avançados pelos sindicatos devem ser os correctos (mais de 90%). :)

Ah, permitam-me que diga ao sr. Secretário de Estado Jorge Pedreira que os sindicatos têm telefones para contactar os Conselhos Executivos e, normalmente, têm DELEGADOS SINDICAIS nas escolas e agrupamentos... pelo que podem saber, com pequena margem de erro, quais os números de adesão a qualquer greve de professores!

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