Mais do mesmo

Mais do mesmo... mesmo do que é demais! Há 13 anos... VOLTAREI A ESCREVER EM BREVE... maisdomesmo.np@gmail.com

domingo, 30 de março de 2008

Help!



É só o que me apetece cantar...

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Propaganda e hipocrisia

O primeiro-ministro, José Sócrates, assumiu hoje uma governação de “face humana” depois de três anos que apelidou de “muito difíceis”, em que teve de “disfarçar estados de almas”. “Um político tem o dever de disfarçar os seus estados de alma e apresentar boa cara e ânimo”, disse o primeiro-ministro, como que em desabafo, na assinatura de contratos com associações sociais do distrito de Viseu, em Vila Cova à Coelheira, concelho de Vila Nova de Paiva.
... continuação...

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Leio isto e, agoniado, sinto-me assim como se me tivessem apertado o pescoço durante três anos e, de repente, me dissessem:

- Então, pá, ainda ‘tás vivo? Ainda respiras? Porreiro, pá... anda daí que eu pago-te um chá de camomila para essa dor de garganta! Sem ressentimentos? Porreiro, pá!

O pior nem é que nos tentem enganar. A isso já estamos habituados.
O pior, mesmo, é que há-de haver muito "tolos" a comer destes "bolos" e a negar que tenham passado "fome"!

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A política da encenação

A política da encenação

A discussão sobre a educação, especialmente depois de se ter transplantado para o YouTube, tornou-se uma espécie de relação esquizofrénica entre um pelotão de fuzilamento e o fuzilado. A questão aqui é que, a qualquer momento, o fuzilado pode ter uma face diferente: os alunos, os professores, os pais ou o Ministério da Educação.

Há uma sensação: a escola tornou-se um território minado, onde todos se arriscam a desaparecer em combate. Uns porque deixaram de ter autoridade, outros porque vivem neste imenso mundo de consumo obrigatório em que tudo é fácil: até passar de ano, sem se saber ler nem escrever, para garantir as estatísticas positivas que se mostram à União Europeia.

Já quase tudo se disse sobre esta educação nacional, que o “sistema”, entrincheirado há dezenas de anos no Ministério da Educação, e com a conivência de todos, foi criando para belo prazer das “Novas Oportunidades”. No fundo, com tantas “aulas de substituição”, avaliações, “áreas de projecto”, aulas de “formação cívica” e outras palermices, foi-se criando uma imensa massa de idiotas úteis.

Há muitas excepções, mas não passam disso. Olha-se para a escola e que é que se ouve? Queixas de todos os lados. Mas sobretudo nota-se uma coisa crucial: estamos a pseudo-formar gerações de jovens que acham que tudo é fácil, e que a vida do futuro vai ser uma mistura entre um Sms, uma gravação feita por um telemóvel, e uns insultos aos professores.

O que parece que ninguém quer discutir é o mais óbvio: como é que estas gerações vão chegar às empresas (à vida real) e lidar com a hierarquia, as regras, a sensação de que não fazem o que querem? Não é uma questão de valores ou falta deles. É óbvio que as gerações mais antigas partilhavam a sua história comum, e que estas mais novas partilham valores de tribo. O “sistema” fez do facilitismo a sua Cartilha Maternal. E ao denegrir sistematicamente os professores conseguiu fazer com o que restava da autoridade destes perdesse o simbolismo. E os jovens de hoje movimentam-se por símbolos. As sucessivas políticas do Ministério da Educação têm tido apenas um objectivo: tornar as escolas locais ingovernáveis. Já o conseguiram.


    Fernando Sobral, Jornal de Negócios

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Rita Redshoes - Dream on Girl



Rita Redshoes - Dream on Girl


Rita no MySpace.com

Onde a posso ouvir ao vivo?
4 de Abril, 22:00 h, na Fnac Coimbra.
Talvez vá...

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sexta-feira, 28 de março de 2008

Mais sobre avaliação

Começa a ser ridículo ler os argumentos que muitos "pensadores", que trabalham em sectores privados, usam para defender o sistema de avaliação que os professores têm contestado e recusado, nos termos em que está idealizado.

Li, numa caixa de comentários de um conhecido blogue, que os professores têm medo da avaliação porque têm medo "de serem avaliados pelos seus pares [...] porque a verdade é que os professores são uns bandidos uns para os outros."
Sugere o mesmo indivíduo - que afirma que é avaliado pelo patrão - que [os professores] "aprendam a trabalhar uns com os outros e a respeitarem-se, coisa que não sabem fazer."

Não discuto agora se ele tem "alguma razão", "muita razão" ou "razão nenhuma".

Faço é uma sugestão, também:

todos os que assim pensam, amanhã, quando chegarem ao serviço, digam ao chefe/patrão que preferem ser avaliados por um colega que seja concorrente directo à mesma promoção que eles!...

Vá... façam isso... e depois venham cá conversar comigo! :)

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quinta-feira, 27 de março de 2008

Marcha da Indignação - Avaliação foi mote, mas é apenas "a gota de água"



Os professores que estiveram presentes na Marcha da Indignação tiveram muitos motivos para o fazer. A avaliação foi apenas "a gota de água" na insatisfação dos docentes e só não percebe isso quem não quer perceber...

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"No início, fui um entusiasta da avaliação de desempenho dos professores pois considerava que manter o status quo era injusto para os professores mais dedicados e competentes. Nessa altura, eu encarava a avaliação dos professores como um factor de
diferenciação que pudesse premiar os melhores e incentivar os menos competentes a melhorarem o seu desempenho.

Fiz algumas reuniões de trabalho com a equipa técnica do ME e logo me apercebi de que a Ministra da Educação estava a engendrar um processo altamente burocrático, subjectivo, injusto e complexo de avaliação do desempenho que tinha como principal objectivo domesticar a classe e forçar a estagnação profissional de dois terços dos docentes.

Ao fim de duas reuniões, abandonei o grupo de trabalho porque antecipava o desastre que estava a ser criado. Nas reuniões que eu tive com a equipa técnica do ME, defendi a criação de fichas simples, com itens objectivos, sem a obrigatoriedade da assistência a aulas, a não ser para os casos de professores com risco de terem um Irregular ou um Regular, e com um espaçamento de três anos entre cada avaliação.

Hoje, passados três anos, considero que se perdeu uma oportunidade de ouro para criar uma avaliação de desempenho dos professores realmente objectiva, justa, simples e equilibrada. Em vez disso, criou-se um monstro que vai consumir milhões de horas de trabalho nas escolas e infernizar a vida de muitos professores, roubando-lhes a motivação e a energia para a relação pedagógica e a preparação das aulas."


    Ramiro Marques, Professor
    http://www.ramiromarques.blogspot.com

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Marcha da Indignação - Recado (3)



"Maria de Lurdes Rodrigues não tem condições para continuar a gerir o sistema de educação em Portugal. Porque já não é eficaz nessa função. Porque é um facto insofismável que o pessoal que ela administra não aceita a sua administração. Isso esvazia de conteúdo as suas funções. Já não está em causa a eficácia da sua política. A questão é que ela não vai conseguir implementar as boas ideias que tem, nem impor as más. O argumento de a manter no cargo para não "desautorizar" o Primeiro-ministro é falso e perigoso. Mantendo-a nas funções que desempenha a desautorização do governo de Sócrates é constante. Chegou a altura de ver que isso é mau para os alunos. Só podem ser eles quem está em causa. Não pode haver razões de defesa de imagem política que justifiquem esta intransigência porque a manutenção de um percurso de imposição administrativa começa a ser um risco de segurança nacional. É péssimo para o quotidiano escolar ter um sistema totalmente desautorizado com professores a desafiarem o governo e o governo a desautorizar-se em frémitos de afirmação de voluntarismo vazio."

    Mário Crespo, Jornalista

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sábado, 22 de março de 2008

Feliz Páscoa


E cuidado na estrada... :)

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sexta-feira, 21 de março de 2008

Escolas pedem suspensão da avaliação

A ministra da Educação recebeu esta quinta-feira pedidos de suspensão do processo de avaliação de professores, até ao final do ano lectivo, de presidentes de cerca de 20 agrupamentos de escolas do distrito de Coimbra, que estiveram reunidos esta quinta-feira.
Segundo noticia a Lusa, estes responsáveis disseram já ter entregue o documento em que é pedida a suspensão da aplicação do processo de avaliação na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República por uma representação dos conselhos executivos signatários.
Nesse documento, citado pela agência noticiosa, os responsáveis defendem o «reatamento imediato do diálogo com a Plataforma Sindical e outras organizações representativas dos professores, a fim de analisar a situação actual e encontrar formas de entendimento».
«Não nos parece possível implementar uma avaliação rigorosa de professores sem que haja um prévio período experimental. Tal como acontece com a avaliação dos alunos, os critérios de avaliação dos docentes devem ser conhecidos no início do ano lectivo», sublinham.
A petição foi subscrita, numa primeira reunião a 11 de Março, pelos presidentes dos conselhos executivos dos Agrupamentos de Escolas de Silva Gaio, São Silvestre, Martim de Freitas, Pedrulha, Alice Gouveia, bem como das Escolas Secundárias Avelar Brotero, D.Duarte, Jaime Cortesão e Secundárias com 3.º Ciclo do Ensino Básico Infanta D. Maria e Quinta das Flores (Coimbra).
Posteriormente, numa reunião realizada quarta-feira na Avelar Brotero, associaram-se os Agrupamentos de Escolas de Taveiro, Ceira, Eugénio de Castro (concelho de Coimbra), Soure, Lousã, Penela, Góis, Poiares e Álvaro Viana de Lemos e Escolas Secundárias José Falcão e da Lousã.


HB

Lê-se aqui


E deveriam ser cada vez mais... deveriam ser TODAS! Não acredito que alguma escola consiga implementar agora todo o sistema de avaliação sem prejudicar os alunos e respeitando os horários dos professores! Não acredito... pronto!

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quinta-feira, 20 de março de 2008

Professores desautorizados = anarquia


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Isto é o que acontece quando os professores sofrem "campanhas de desautorização", quer sejam promovidas por Conselhos Executivos, Associações/Federações de Pais, Ministras e/ou Secretários de Estado... ou qualquer outro sector da sociedade!

Não me admirava nada - mas mesmo nada! - se a professora vier a ser "repreendida" ou "condenada" pelo Ministério da Educação, que já abriu um inquérito ao sucedido!

[ironic mode]
Nota-se bem que aquela jovem ficou traumatizada para o resto da sua vida!...
Quanto à professora: que seja avaliada... e despedida! Já tem idade para ter juízo e não incomodar uma inocente adolescente!
[/ironic mode]

Citação de:
Sala dos Professores

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quinta-feira, 13 de março de 2008

Parece anedota... mas vai ser a realidade!

Duas professoras titulares, já velhinhas e doentes, mas sem direito ainda à reforma e obrigadas por uma Junta Médica a permanecerem na escola, reunem-se para preparar a avaliação dos seus colegas mais novos, tal como foi instituído por um Governo PS liderado por um tal de engenheiro Sócrates. Uma delas olha para a outra e diz:
- Por favor, não me leves a mal. Nós somos amigas há tanto tempo e agora não consigo lembrar-me do teu nome, vê só a minha cabeça!... És a Celeste ou a Alzira?
A outra olha fixamente para a amiga durante uns dois minutos, coça a testa e diz:
- Precisas dessa informação para quando?

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quarta-feira, 12 de março de 2008

Marcha da Indignação - Presença (3)



É verdade, sim: "presente" rima com "descontente"!...
E isso foi repetido vezes sem conta (é irrelevante contar, diria a Sr.ª Dr.ª Ministra).

Já li várias manifestações de apoio a esta luta dos professores... já li outras manifestações de desagrado e de repulsa. Uma delas, estava eu a preparar-me para participar na Marcha, chegou-me através de uma mensagem de telemóvel (obrigado, Carlos):

«Correio da Manhã de hoje: Emídio Rangel chama hooligans aos professores que vão a Lisboa. "Tenho vergonha destes pseudo-professores que trabalham pouco, ensinam menos e não aceitam avaliações" - diz ele.»

Já em casa, tive oportunidade de ler todo o artigo... e na sequência dessa leitura enviei um e-mail ao Correio da Manhã. Não perdi muito tempo a elaborar uma resposta. Aproveitei uma parte de um e-mail que já me tinha chegado às mãos e dei-lhe uma nota pessoal.

«Como professor apartidário, repudio, de forma veemente, a opinião emitida pelo Sr. Rangel, na coluna "Coisas do Circo" (CM, de 08-03-08). Isto não é direito à opinião, é insulto puro!
Exijo que o jornal emita, num dos seus próximos editoriais, um pedido formal de desculpa aos professores.
E gostaria que pudessem explicar que critério jornalístico é esse que permite que o artigo do sr. Rangel seja escrito e publicado ANTES da Marcha da Indignação, ou seja, antes do facto que é suposto comentar!
Gostaria ainda de saber se o sr. Rangel, por cada sector profissional que no futuro se venha a manifestar – um direito garantido pela Constituicão -, vai escrever uma crónica sobre o assunto e insultar esse sector da sociedade portuguesa.
Nota breve: se o pedido de desculpa aos professores não vier a acontecer, informo que deixam de contar com um cliente comprador do jornal.
Saudações»


Calculo que se estejam a "marimbar" para o meu protesto, mas fiquei mais aliviado.

Eu, com a devida autorização do meu Conselho Executivo, estou na disposição de receber na minha escola todos estes "críticos", chamem-se eles Rangel, Ferreira ou Cardoso... a fim de se inteirarem, no terreno, do que é o trabalho de um professor (do ensino não-superior) que acumula diversos cargos e funções e quais são as dificuldades que enfrenta em cada dia. Até lhes dou o prazer de ficarem com a minha turma por um tempo... :)

O mais certo era alguns não aguentarem uma manhã... quanto mais um dia... uma semana... um mês... um ano... uma década... uma vida!

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domingo, 9 de março de 2008

Marcha da Indignação - Recado (2)



O povo português tem de ser bem informado: os professores não estão só contra este modelo de avaliação que nos querem impor!

Acabar com a gestão democrática das escolas, por exemplo, é algo com que não concordamos.

Se havia necessidade de "reforçar as lideranças", então que se fizessem ajustes na actual Lei. Mas eu gostaria de recordar que o último relatório publicado pelo IGE não avalia negativamente - longe disso! - a maioria das lideranças dos Conselhos Executivos.

Por outro lado, a actual Lei consagra já a presença dos pais, das autarquias e da comunidade nos principais órgãos de gestão das escolas. As suas "vozes" sempre foram tidas em conta (em muitos casos, se não o foram, também foi porque eles se "demitiram" dessa possibilidade). Eu quase me atrevia a dizer que, neste momento, no meu Agrupamento, é a Autarquia que "determina", em grande parte, o Plano Anual de Actividades. Ou melhor: há uma estreita colaboração entre a Autarquia e as escolas!

Ainda não percebi a necessidade de uma mudança tão radical da actual Lei. Ou melhor: o que percebi não me agradou! :/
Por outro lado, se eu fosse de um qualquer Conselho Executivo, sentir-me-ia enxovalhado pelas muitas declarações que falam "na falência do actual modelo"! Mas isso sou eu...

O certo é que na Marcha da Indignação vi elementos de, pelo menos, três Conselhos Executivos! A presidente de um deles disse-me, quando lhe mostrei a minha surpresa por a ver ali:
- Não te esqueças que somos professores!
Eu respondi-lhe que sim... que sabia disso... e disse-lhe que sabia bem que ela nunca se esquecia da sua condição de docente... mas na minha mente ficou a bailar a ideia que nem todos são como ela e actuam tendo sempre no horizonte a sua vivência enquanto docentes. E ontem ouvi vários exemplos disso!... :(

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Marcha da Indignação - Presença (2)



E depois da presença no programa "Prós&Contras", Villaverde Cabral esteve presente na Marcha da Indignação!

O momento ficou registado... :)

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Marcha da Indignação - Recado



Recordo alguns motivos por que contesto esta avaliação dos professores:

1 - não concordo com a fractura da carreira entre "professores" e "professores titulares" e muito menos como foi conduzido o primeiro concurso para professor titular, que privilegiou apenas os últimos 7 anos da carreira e deu mais ênfase a quem exerceu cargos, sem que tivesse havido, sequer, avaliação desses exercícios;

2 - quero ser avaliado por critérios mais justos e objectivos e meramente pedagógicos (não sou polícia, nem assistente social, nem psicólogo, nem gestor... SOU professor, apenas);

3 - não quero que se inicie um processo de avaliação a meio do ano, com efeitos retroactivos;

4 - não quero ser avaliado por quem ainda não provou que é melhor do que eu... porque a verdade é que os professores titulares NÃO foram avaliados... e (ainda) não deram provas de que possam avaliar os outros com competência e justeza!

Já agora, queria acrescentar que, como pai, se a minha filha vier a ser aluna dum professor titular, não quero que seja prejudicada pelo facto de ele ter de dedicar muito tempo à avaliação dos colegas, ao invés de investir todo o seu tempo e saber em prol das aprendizagens.

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Marcha da Indignação - Presença

AEIC na Manif

Professores do Agrupamento de Escolas Inês de Castro, de Coimbra, marcaram presença na Marcha da Indignação. Gostei de os ver... :)

Recordo que este é o Agrupamento cujo Conselho Executivo, liderado pelo professor Braga Maia, se demitiu há 2 anos, em protesto pelas palavras acintosas da Ministra contra os professores.

Este é o Agrupamento cujo actual presidente do Conselho Executivo, pelo menos por duas vezes, impediu dirigentes do SPRC de entrarem na escola-sede para falaram com os professores... com a "desculpa" de que existe uma delegada sindical!

Ó João, não havia necessidade!

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Cem mil na Marcha da Indignação?

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Não sei se foram 80 mil ou 100 mil... até porque, mesmo sendo tantos, a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues diz que isso é irrelevante, ficando eu aqui a pensar sobre o que diria ela se apenas estivessem na Marcha da Indignação 8 ou 10 mil docentes. Não creio que as suas declarações fossem no mesmo sentido. Estou mais a vê-la dizer que o descontentamento dos professores "é uma invenção dos sindicatos". Ou que, afinal, são cada vez menos os "mal informados". Adiante!

O que é certo é que muito mais de metade dos professores portugueses esteve na Marcha da Indignação a "dizer" ao Primeiro-Ministro e à Ministra da Educação que pensem um pouco, porque é muito provável que sejam eles os que estão errados.

Manif_1

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sexta-feira, 7 de março de 2008

Iniciativa do BE - Divulgação

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, na pessoa do seu Assessor Parlamentar para a Educação e Ciência, solicitou-me (sim, pessoalmente) a divulgação do seguinte texto e iniciativa:

Caro/a professor/a:

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem solicitar a sua preciosa colaboração num processo de recolha de informação, que visa obter dados realistas e fidedignos sobre a efectiva Carga Horária e Número de Turmas e Alunos atribuídos aos docentes do Ensino Pré-escolar, Básico e Secundário. Esta informação, centrada no docente e no seu quotidiano, não se encontra convenientemente apurada nem sistematizada pelos serviços competentes do Ministério da Educação, que se limitam a contabilizar o número de alunos e docentes, estabelecendo – a partir desses contingentes –, indicadores que não reflectem a realidade escolar.

No caso do rácio de alunos por docente, por exemplo, segundo o Ministério da Educação teríamos no ano lectivo de 2005/06 os seguintes valores: Ensino Pré-escolar - 15,7 alunos por docente (rede do ME) / 1º Ciclo Ensino Básico – 13,6 / 2º Ciclo Ensino Básico – 7,6 / 3º Ciclo Ensino Básico e Ensino Secundário - 7,3 (considerando apenas os dados relativos aos Cursos Gerais).

Não é necessário evidenciar o profundo equívoco a que estes rácios conduzem, e que está na base de uma discussão que – sem verdadeira razão – deixou de fazer parte do debate da Educação em Portugal: a questão dos recursos humanos necessários a uma verdadeira promoção do sucesso educativo e a um efectivo combate ao abandono escolar (e que não ficam resolvidos por simples obtenção de estatísticas, decorrente em muitos casos de políticas que reduzem a exigência das aprendizagens e da avaliação dos alunos). O sucesso educativo e a redução do abandono escolar não são fins em si mesmos, devendo antes ser encarados enquanto estratégia para alcançar objectivos de maior e mais profundo alcance, as finalidades mais nobres da própria educação: formar cidadãos livres, autónomos e preparados para enfrentar os complexos desafios do mundo contemporâneo.

O Bloco de Esquerda pretende assim inverter alguns dos termos em que se tem equacionado a questão da Educação. Trata-se de criar as condições necessárias para que os professores possam efectivamente conhecer e acompanhar os seus alunos, o que é incompatível com o elevado número de turmas e de alunos de que cada docente é responsável, e que pretendemos conhecer com o presente inquérito.
Agradecemos por isso o preenchimento directo do documento disponível para download na página: (http://www.esquerda.net/), e o seu envio para o endereço: educacao_be@be.parlamento.pt ou para o Fax: 21 391 74 59.

Solicitamos igualmente, e agradecemos, que nos ajude a difundir este inquérito junto dos colegas que conheça. A obtenção do maior número possível de respostas permitir-nos-á obter um resultado que assegure a necessária representatividade estatística da informação.


Com os melhores cumprimentos,

Ana Drago
(Deputada Parlamentar do Bloco de Esquerda)

Nuno Serra
(Assessor Parlamentar do Bloco de Esquerda para a Educação e Ciência)



Ver aqui o link directo para o artigo e para o download do documento

(sempre às ordens, caro Nuno)

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quinta-feira, 6 de março de 2008

Marcha da Indignação

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Mais um monólogo da Ministra na TV

A sr.ª Ministra afirmou, na TV, entre muitas outras coisas, que a avaliação é um processo simples, que está a decorrer em todas as escolas com tranquilidade, que os prazos são alargados, que só em 2009 é que a grande maioria dos professores será avaliada, que quase todos progredirão e terão melhorias salariais, que somos privilegiados em relação aos outros funcionários porque o SIADAP é pior, que estamos mal informados... blá... blá... blá... enfim, afinal estou no Céu e ninguém me tinha avisado!

E só faltou insinuar ou dizer que, como temos pouco que fazer, tempo é coisa que não nos falta!...

Mas não informaram a Judite de Sousa que os professores contestam muitas outras coisas para além da avaliação?



Por exemplo: quase todos os professores ou, pelo menos, uma grande maioria, neste momento, dedica à escola e aos alunos mais do que as 35 horas semanais que a Lei exige... e sem pagamento de horas extraordinárias!
Eu sei que há funcionários que, se tiverem de fazer mais um quarto de hora, pedem contas desse tempo! Ah, pois...

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terça-feira, 4 de março de 2008

De que vive a CONFAP?

CONFAP&ME

Cada um, agora, é livre de pensar no que quiser... e nas razões que levam alguns a tomarem os caminhos e as opções "políticas" que tomam! Eu cá já tirei as minhas conclusões!

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Entretanto soube-se que o Presidente da CONFAP tenciona processar o autor do blogue "A Educação do meu Umbigo" - Paulo Guinote, por este "ter inferido, a partir das suas [CONFAP] contas, que a organização definharia sem os subsídios estatais!"

Mas onde é que eu já vi "este filme"?! Ah, sim... já me lembro...

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Prós&Contras

A apresentadora deste programa da televisão pública continua a obedecer "à voz do dono"! Um verdadeiro frete, uma vergonha aquela referência à retractação pública do jovem professor revoltado que participou no programa da semana passada, bem como o reparo sobre a questão das sentenças judiciais referentes às aulas de substituição, informação essa que teve de contrapôr com outra em sentido contrário, no final do programa!

(enviei um e-mail de protesto à RTP)

Falou-se muito de avaliação... e empresas... e academias de futebol... e avaliação nas empresas. Pareceu-me que foi consensual, entre os intervenientes, que o processo de avaliação imposto aos professores foi mal conduzido, mal explicado e mal aplicado.

Por outro lado, ao ouvir um senhor empresário, dei por mim a pensar se ele estava a querer sugerir que avaliar professores, cujos efeitos da acção com os alunos demoram meses a "verem-se" (os meus actuais alunos são-no há mais de 16 meses... e às vezes tenho a sensação que são apenas 16 horas, pois parece que não têm ouvido nada do que lhes digo)... é a mesma coisa que avaliar um tipo que trabalha numa empresa a vender parafusos, lâminas de barbear, pensos higiénicos ou mesmo carros! Quantifica-se e avalia-se tudo do mesmo modo? Estamos a falar do mesmo tipo de objectivos, facilmente mensuráveis pela simples "contagem" dos resultados das vendas? Não, não estamos... e isso tem de ser referido com toda a clareza!

Enfim... parece que sobre educação todos sabem e podem falar... mas tirando o Mário Nogueira, que ouvi no programa da semana passada, não me recordo que tenham dado voz especificamente aos professores do 1.º Ciclo... como se Portugal apenas tivesse Escolas EB 2,3, Secundárias e Universidades. Bem, se calhar estou enganado... mas a sensação que tenho é que, dos que falam naquele tipo de programas, poucos ou nenhum conhece a realidade de uma escola básica do 1.º ciclo, dos seus professores, funcionários e alunos, do trabalho que desenvolvem, dos meios e das condições em que o fazem...

É pena, porque a imagem que passam sobre os professores e as escolas é incompleta e truncada!

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segunda-feira, 3 de março de 2008

Produtividade e Avaliação

AVISO PRÉVIO: ISTO É UMA ANEDOTA! REPITO: UMA ANEDOTA... NÃO TEM NADA DE SÉRIO NEM É REAL...

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Um dia, Sócrates contratou um trabalhador e colocou-o a abrir rasgos na terra. Deu-lhe um horário de trabalho das 8 às 17 horas.

Certo dia, Sócrates observando o trabalho do seu colaborador e fazendo uma avaliação séria e quase científica, achou que podia ser melhor aproveitado. Sugeriu-lhe, então, o seguinte:

- Ó amigo, já que você tem 2 mãos, com uma mão você cava e com a outra vai regando. Olhe... e já agora começa a vir das 7 às 18 horas.

Noutro dia, Sócrates olhou outra vez para o seu colaborador, fez novamente uma avaliação criteriosa e achou-o ainda pouco produtivo. Então sugeriu-lhe:

- Já que você, além das mãos, tem também uma boca, podia enchê-la de sementes e enquanto cava com uma mão e rega com a outra, podia ir cuspindo as sementes. Já agora começa a trabalhar às 6 e termina às 19 horas.

Na semana seguinte, Sócrates começou a pensar que o seu colaborador deveria trabalhar enquanto houvesse luz de dia. Tinha feito uma avaliação rigorosa e um estudo comparado com um país onde existe "o Sol da meia-noite"! Portanto, "sugeriu-lhe" que o seu trabalho passasse a ser das 5 até às 22 horas. E assim foi.

Um dia, quando o pobre trabalhador voltava a casa do trabalho, deparou com a sua mulher com outro homem na cama. O homem, chorou, chorou, chorou vezes sem conta... até que a mulher e o amante, desesperados com aquela situação, tentaram consolá-lo, perguntando-lhe por que chorava assim tanto. Ao que ele respondeu:

- Se o Sócrates descobre agora que eu tenho 2 cornos, coloca-me lá umas lanternas e põe-me a trabalhar a noite toda!!!

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NOTA FINAL: Qualquer semelhança com a realidade vivida pelos professores é mera coincidência! Ou não... :)

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domingo, 2 de março de 2008

Avaliar... o quê e como?

Imagine-se que sou dono de uma empresa que planta árvores.
Imagine-se que tenho 3 empregados.
Imagine-se que a todos exijo dedicação, empenho, respeito, zelo e cumprimento rigoroso das regras da empresa.
Imagine-se que numa bela manhã, os encarrego, a cada um, da plantação de 500 árvores.
Imagine-se que a dois deles entrego retro-escavadoras e ao outro entrego uma enxada.
Imagine-se que uma das retro-escavadoras é nova e a outra já tem 15 anos de uso e constantes avarias.
Imagine-se que resultados irão os meus 3 empregados obter... sabendo que a todos solicitei a plantação de 500 árvores!
Imagine-se com que critérios e parâmetros deverei avaliar o seu desempenho!...

Imagine-se, agora, a Ministra da Educação e a sua equipa ministerial e o seu modelo de avaliação de professores... e...

Deixem de imaginar... basta observar a dura e injusta realidade!

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Derby



Vem aí mais um "Sporting vs Benfica"!

Paulo Paraty é o árbitro! Como é o seu último ano de arbitragem, vão dar-lhe este "prémio"! :)

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sábado, 1 de março de 2008

Artigo de António Barreto

Vale a pena perder uns minutos a ler este artigo. Aqui está um exemplo de como vai a educação e do porquê do profundo desencanto dos professores. Elucidativo!

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Por António Barreto - Público


PARECE QUE A EDUCAÇÃO está em reforma. Sempre esteve, aliás. Vinte e tal ministros da educação e quase cem secretários de Estado, em pouco mais de trinta anos, estão aí para mostrar o enorme esforço despendido no sector.
Uma muito elevada percentagem do produto nacional é entregue ao departamento governamental responsável. Este incansável ministério zela por nós, está atento aos menores sinais de mudança ou de necessidade, corrige infatigavelmente as regras e as normas. Neste 5 de Outubro, dia da República, o Chefe de Estado e o presidente da Câmara de Lisboa não se esqueceram de considerar a educação a mais alta prioridade e a principal causa do nosso atraso. Nesse mesmo dia, mão amiga fez-me chegar o último exemplo do esforço reformador que anima os nossos dirigentes. Com a devida vénia ao signatário, o secretário de Estado Valter Lemos, transcrevo o seu despacho normativo, cuja leitura em voz alta recomendo vivamente:

*O Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação nº 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, assenta num princípio estruturante que se traduz na flexibilidade de escolha do percurso formativo do aluno e que se consubstancia na possibilidade de organizar de forma diversificada o percurso individual de formação em cada curso e na possibilidade de o aluno reorientar o próprio trajecto formativo entre os diferentes cursos de nível secundário.**
Assim, o Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série), de 20 de Julho, veio estabelecer um conjunto de orientações sobre o processo de reorientação do percurso escolar do aluno, visando a mudança de curso entre os cursos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, mediante recurso ao regime de permeabilidade ou ao regime de equivalência entre as disciplinas que integram os planos de estudos do curso de origem e as do curso de destino, prevendo que a atribuição de equivalências seria, posteriormente, objecto de regulamentação de acordo com tabela a aprovar por despacho ministerial.
Neste sentido, o Despacho n.º 22796/2005 (2.ª Série), de 4 de Novembro, veio concretizar a atribuição de equivalências entre disciplinas dos cursos científico-humanísticos, tecnológicos e artísticos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, do ensino secundário em regime diurno, através da tabela constante do anexo a esse diploma, não tendo, no entanto, abrangido os restantes cursos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março.
A existência de constrangimentos na operacionalização do regime de permeabilidade estabelecido pelo Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série), de 20 de Julho, bem como os ajustamentos de natureza curricular efectuados nos cursos científico-humanísticos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, implicaram a necessidade de se proceder ao reajuste do processo de reorientação do percurso escolar do aluno no âmbito dos cursos criados ao abrigo do mencionado Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março.
Desta forma, o presente diploma regulamenta o processo de reorientação do percurso formativo dos alunos entre os cursos científico-humanísticos, tecnológicos, artísticos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, incluindo os do ensino recorrente, profissionais e ainda os cursos de educação e formação, quer os cursos conferentes de uma certificação de nível secundário de educação quer os que actualmente constituem uma via de acesso aos primeiros, criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, e regulamentados, respectivamente, pelas Portarias n.º 550-D/2004, de 22 de Maio, alterada pela Portaria n.º 259/2006, de 14 de Março, n.º 550-A/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 260/2006, de 14 de Março, n.º 550-B/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 780/2006, de 9 de Agosto, n.º 550-E/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 781/2006, de 9 de Agosto, n.º 550-C/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 797/2006, de 10 de Agosto, e pelo Despacho Conjunto n.º453/2004, de 27 de Julho, rectificado pela Rectificação n.º 1673/2004, de 7 de Setembro. Assim, nos termos da alínea c) do artigo 4.º e do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação
nº 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, determino:*


O que se segue é indiferente. São onze páginas do mesmo teor. Uma linguagem obscura e burocrática, ao serviço da megalomania centralizadora. Uma
obsessão normativa e regulamentadora, na origem de um afã legislativo doentio. Notem-se as correcções, alterações e rectificações sucessivas.
Medite-se na forma mental, na ideologia e no pensamento que inspiram este despacho. Será fácil compreender as razões pelas quais chegámos onde chegámos. E também por que, assim, nunca sairemos de onde estamos.

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Recordando o que eu próprio escrevi há dias:

"Mudou-se o que estava mal e o que estava bem, o que devia ser mudado e o que devia permanecer. Mudou-se "porque sim" e "porque não"... mudou-se porque "há muito tempo que não se mudava", sem se ter feito uma avaliação séria e "científica" das reformas anteriormente implementadas."

Seria suposto que o "espírito reformista" se baseasse em avaliações sérias, em reflexões longamente amadurecidas... mas o que temos visto é uma "trapalhada" imensa, como se prova com as inúmeras "Declarações de Rectificação".

Para que é tanta pressa? Nunca ouviram dizer que "devagar se vai ao longe" e que "a pressa é inimiga da perfeição"? Até um miúdo de 10 anos sabe disso...

Mas, é claro, todos nós sabemos bem qual é o motivo para tanta pressa nas reformas... e por isso estamos nas ruas a mostrar a nossa indignação! E não, não é por uma questão meramente coorporativista, mas sim porque sabemos bem que toda esta "trapalhada" prejudica, em primeiro lugar e de modo quiçá irremediável, os nossos alunos... os nossos filhos... e hipoteca o seu futuro, o futuro da Escola Pública e de Portugal!

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Avaliar... o quê?



Como eu já digo há muito tempo... e alguns casos vêm confirmando: "eles" querem é que a gente morra no local de trabalho! Neste caso... "afogados" em papéis e burocracia!

Simplex? O que é isso? Alguém se lembra?

Tenho pena é dos alunos... de quem o ME está a "desviar" os professores!

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