Mais do mesmo

Mais do mesmo... mesmo do que é demais! Há 6 anos... AINDA NÃO SE PODE SER PROFESSOR?! maisdomesmo.np@gmail.com

sábado, 17 de fevereiro de 2007

V Semana da Dança

Tal como já é habitual nos últimos anos, a amiga Paula Ruas pediu-me para divulgar a Semana da Dança. Aqui fica o apelo à participação!

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O início de mais um ano lectivo renova a vontade de dar continuidade ao projecto de animação sócio-cultural que a Escola Martim de Freitas tem vindo a desenvolver.
Sendo a Semana da Dança um dos momentos mais importantes do projecto, não podíamos deixar de, com a devida antecedência, informar sobre a sua realização.
Pretendem as seis turmas da opção de Dança desta escola, 7.º E, 7.º F, 7.º I, 9.º A, 9.º C, e 9.º D, em colaboração com a professora Paula Ruas, responsável directa por este evento, levar a efeito nos dias 26 e 27 de Abril e 2 de Maio, a comemoração da V Semana da Dança na Martim de Freitas, subordinada ao tema, "a dançar é que a gente se entende".

Este evento tem como grandes objectivos:

1. Despertar o interesse pela Dança nas suas várias formas (africana,
clássica, latina, moderna, entre outras);
2. Apresentar os trabalhos práticos e teóricos, bem como todas as recolhas
vídeo efectuadas pelos alunos (abrir a escola ao meio);
3. Sensibilizar a comunidade estudantil de Coimbra, para a importância da
Dança como forma de arte;
4. Apresentar os trabalhos coreográficos dos alunos em espaços públicos de
Coimbra (levar a escola ao meio).

O projecto dá continuidade ao iniciado em 2003 e vem ao encontro dos objectivos definidos no documento experimental sobre Dança, elaborado pelo Ministério da Educação, com base nas novas Orientações Curriculares para o 3º Ciclo, nomeadamente a criação do ponto de vista artístico e de produção de um espectáculo onde a Dança tenha um papel preponderante, com o intuito de promover junto dos alunos a criação de uma primeira "cultura coreográfica", bem como de hábitos de frequência de espectáculos.
Tendo como momento alto a Gala de Abertura a realizar em 26 de Abril de 2007, este ano dedicada aos Musicais da Broadway, será possível assistir no decorrer do espectáculo a momentos coreográficos elaborados pelos alunos com base nos seguintes registos musicais: Fame; Jesus Christ Superstar; Serenata à Chuva; Cabaret; Saturday Night Fever, entre outros.
No dia 27 os alunos apresentarão os mesmos trabalhos coreográficos no Dolce Vita, pelas 16:30 h e no dia 2 de Maio (quarta-feira) realizar-se-á na escola, pelas 14:30 h, um workshop de Hip-Hop aberto a toda a comunidade escolar, alunos e professores.

Professores: 5€
Alunos: 2€
Diplomas de participação para todos.

Tragam as vossas turmas, participem!

Atenciosamente

Mestre Paula Ruas

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Bem, ainda não sei se poderei aparecer por lá, mas o que vos posso dizer é que esta alentejana põe qualquer um a dançar... :)

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Há relação?

Três ideias... com ou sem relação?

  • "Escola-a-tempo-inteiro"

  • "Família-a-tempo-parcial"

  • "Estado-Mínimo" (sem Educação, Justiça e Saúde)

    Falta alguma coisa?

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  • terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

    Contratação directa de professores

    Hoje estou virado para transcrever cartas... o que hei-de fazer? :)

    Esta que posto a seguir encontrei-a aqui (com a devida vénia).

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    A verdade da contratação directa de professores pelas escolas

    Autêntica, resistente e possuidora de uma resiliência absolutamente admirável, a escola pública portuguesa tem encaixado (pelo menos aparentemente) as directrizes e os desmandos dos actuais inquilinos do ME [Ministério da Educação]. É algo que se constata e deve ser motivo de orgulho de todos os que a compõem e formam as comunidades educativas que a sustentam.

    Mas para tudo há limites.

    Devo confessar que a ruptura esta próxima e encontra-se à porta da escola o elemento que mais corrói a nossa democracia: a corrupção!

    Como membro de um Conselho Executivo de uma escola do Sul do país, devo publicamente, e porque já o fiz a quem de direito, informar da situação que se vive neste momento em dezenas de escolas deste país. Até aqui, sempre que necessitámos de um professor substituto, bastava aceder à aplicação da DGRHE (Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação) e, no máximo, em cinco dias úteis o ME colocava o novo professor na escola, pronto a trabalhar. Tal rapidez devia-se a que existe uma lista nacional de graduação, que resultou de um concurso nacional onde estavam graduados os professores disponíveis que haviam concorrido à área da nossa escola. Este mecanismo, altamente funcional e prático, pode ser consultado nas páginas da referida Direcção-Geral, tem o nome de "Colocações Cíclicas".

    Neste momento, as referidas colocações via net foram suspensas. Resulta daí que, esta semana, necessitámos de substituir um colega. Contrariamente ao procedimento anterior, foi necessário procedermos à publicação da oferta de trabalho na imprensa, nas página web da escola e na DREL. Neste momento, já passados oito dias (os alunos continuam sem professor), temos a incumbência e a responsabilidade de considerar e conferir 223 candidaturas. Queremos fazer um trabalho sério, mas, por mais que nos empenhemos, não conseguiremos graduar estes candidatos em menos de 3 dias. Quando chegarmos a um veredicto, o professor escolhido terá 48h para se apresentar ao serviço. Os alunos estarão sem professor o dobro do tempo que em face do procedimento anterior.

    Se não bastasse o exposto, devo confessar que a escola e os seus responsáveis já receberam algumas “recomendações” em relação a alguns candidatos.

    Por fim, devo referir que muitas destas pressões exteriores resultam da voz corrente (jornais e ME) que fez constar que as escolas poderiam definir o “perfil” do professor a contratar. Tendo em conta que seria impossível entrevistar todos os candidatos, e desvalorizando o mérito que resulta de uma graduação séria, o critério da cunha e do favorecimento pessoal torna-se, na perspectiva dos que nos contactaram, muito apropriado.

    Considero a contratação directa dos professores uma questão imponderável, desnecessária e, em alguns casos, promotora da corrupção.

    Maria Lurdes M.
    Setúbal

    Cartas ao Director- Público de 13.02.07


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    Estou mesmo a imaginar o CE do meu Agrupamento, que mal tem tempo para atender um telefonema de um Coordenador de Escola para tirar uma dúvida sobre o que quer que seja… a ter de ler 100 ou 200 currículos (não vou ser mauzinho e falar em 500 ou 600) e depois entrevistar outros tantos professores! Credo!…

    E vou ficar esta noite a imaginar/sonhar como é que com a leitura de um currículo e uma simples entrevista se descobre que alguém é um "professor excelente"! Enfim…

    Ah: amanhã o Conselho Pedagógico do meu Agrupamento vai decidir o "perfil" e/ou os "critérios de selecção" de um possível professor a contratar! Estou curioso para saber o que se vai decidir...

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    Carta Aberta à Exma. Sra. Directora da DREC

    Aqui transcrevo uma carta aberta que chegou ao meu conhecimento...

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    Assembleia de Pais
    Agrupamento Álvaro Viana de Lemos
    Lousã

    Carta Aberta à
    Exma. Sra. Directora da DREC
    Coimbra.

    Assunto: Encerramento de estabelecimentos de ensino na Lousã

    Serve a presente para apresentar a V. Exa., a nossa contestação no que concerne ao encerramento dos estabelecimentos de ensino dos Pegos e Levegadas.

    A Assembleia de Pais, reunida no dia 9 de Fevereiro de 2007, lamenta que esta situação seja para os vossos serviços e Ministério de Educação, mais uma forma de lutarem contra a crise nacional.

    O governo e as suas hostes, tentam minimizar os efeitos da crise, apresentando, erradamente, soluções na área da saúde e educação e, nesse último item, teremos uma palavra a dizer, visto que representamos de forma democrática, os Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento Álvaro Viana de Lemos.

    É para nós ridícula a ousadia de pensar encerrar algum estabelecimento de ensino do Concelho da Lousã, Vila que está em franco crescimento e que merece atenção mais cuidada, tanto de V. Exa., como do poder central, que denota total obscuridade pelo trabalho que V. Exa. tem levado a cabo.

    É para nós ridícula, termos uma Carta Educativa aprovada e homologada por V. Exa. e pela Ministra da Educação, no dia 20 de Dezembro de 2006, onde de forma contratual, salvaguarda-se e eleva-se, o melhor Concelho do Pais, no que concerne à educação.

    É para nós ridícula, a forma como este governo, através de camuflados agentes de qualidade duvidosa e que, lembro a V. Exa., estão no serviço “à condição”, tenta encapotar os sucessivos erros que tem demonstrado na gestão do ensino em Portugal.

    É ridículo, o facto de o Estado ter comparticipado na requalificação dos referidos estabelecimentos de ensino, gastando dinheiro dos contribuintes, melhorando de forma exemplar as condições, para uma aberrante tentativa de encerramento.

    Assim sendo, a Assembleia de Pais, vem reforçar a luta da autarquia e da população, para que esta horrífica situação, tenha sido apenas um equívoco e erro de gestão, daqueles que duvidosamente ocupam os cargos públicos.

    A Assembleia de Pais, irá estar atenta a qualquer movimentação, lembrando que não admitiremos qualquer encerramento, assim como estaremos prontos para qualquer tipo de luta que V. Exa. queira esgrimir. Sabendo de antemão V. Exa. que, qualquer que seja essa forma de luta, poderá ter um efeito de “boomerang”.

    A geração que se disse outrora rasca e que não é conhecedora dos meandros e motivos pelos quais lutaram os nossos pais e avós, para a libertação de um regime fascista, vem demonstrar que a sua força hoje, é superior à de 30 anos atrás e de um querer, muito mais poderoso e eficaz.

    Sem mais e com estima,
    Lousã, 10 de Fevereiro de 2007

    P’la Assembleia de Pais
    do Agrupamento Álvaro Viana de Lemos

    O Presidente
    Victor de Sousa


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    Não sei se os termos da missiva são ou não exagerados, mas há muitos pais que começam a ver que esta política educativa não lhes serve.
    Mas não são só os pais. Há poucos dias uma colega contou-me que o filho mais velho, quando saiam de casa, de manhã, a caminho da escola, lhe fez uma série de perguntas deste género,

    -Mãe, pode existir outro "25 de Abril"? Só os militares podem fazer revoluções? Por que é que as pessoas não se revoltam?

    A minha colega nem sabia o que havia de dizer!
    Alguém sabe como responder e sossegar estas mentes de 12/13 anos?
    Eu confesso que é tanto o desânimo que tenho sentido nos últimos tempos que ficaria, com certeza, sem palavras...

    O que me vale é que a minha filha - coitada! - ainda só me pergunta quando é que lhe vou comprar o fato de princesa ou o DVD da Dora!...

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    domingo, 11 de fevereiro de 2007

    Venceu a abstenção... e o "Sim"

    Os resultados ainda não são definitivos, mas há já ideias claras:

  • a abstenção é de tal ordem que o referendo não é vinculativo e não sabemos o que pensa mais de metade dos eleitores;

  • o "Sim" venceu.

    O passo seguinte, para além da mudança da Lei (atenção a qual vai ser essa Lei!), é o combate às causas que levam ao aborto. Foi recorrente a afirmação de que as condições para tal combate seriam maiores e melhores com a vitória do "Sim". Estaremos atentos a isso...

    É que, como pai que assume em pleno a sua paternidade, como cidadão e professor que dá o seu contributo à educação de um povo e está minimamente atento ao aspecto social da sua vida, vou esperar, ansiosamente, pelo reforço das políticas de apoio à criança e à família, pelo reforço da rede pré-escolar, pelo reforço das políticas que combatem a exclusão social, pelo reforço dos meios postos ao dispôr de quem não desejou uma gravidez, mas que decide não a interromper...

    Tem agora a palavra o Parlamento, o Governo... e o Partido Socialista, que não deveriam impôr uma Lei que deixe de fora os contributos - os bons contributos - que venham da área do "Não", que, embora derrotado, tem uma expressão significativa no país (venceu em vários distritos).

    Dos apoiantes do "Não", dos movimentos cívicos que estiveram em campanha, espero que continuem a apoiar as famílias, as mulheres e as crianças em risco como têm feito nos últimos anos! Espero que contribuam com as suas ideias e propostas para a obtenção de uma nova Lei, equilibrada e justa, que preveja, por exemplo, um período de reflexão e de aconselhamento.

    Pessoalmente, ao ver fechar Maternidades, Centros de Saúde e Serviços de Urgência, ao ver que em vários serviços dos hospitais o mesmo trabalho é agora feito por metade dos enfermeiros em relação a anos anteriores (se não sabiam ficam a saber), com a consequente perda de qualidade do serviço prestado, fico um pouco apreensivo com o rumo que está a ser dado ao Serviço Nacional de Saúde e com a sua real capacidade de resposta para terminar com o flagelo do aborto clandestino... mas isso será "outra conversa"!

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  • sábado, 10 de fevereiro de 2007

    A minha casa

    Às vezes, em certos momentos da vida do dia-a-dia, parece-nos que estamos sozinhos.
    O silêncio reina, apenas quebrado por um ou outro roncar de uma mais rígida fechadura ou por um distante latido desafiador.

    Depois, alcandorados numa outra perspectiva, ajudados pelo olhar do falcão, percebemos que não estamos tão sozinhos como poderíamos imaginar!



    A minha casa é mesmo ali, não tem nada que saber: apareçam quando quiserem! :)

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    sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

    Ainda o referendo

    Ainda a propósito do referendo, dei por mim a pensar no seguinte:

    é provável, pelo que dizem as sondagens, que o "Sim" saia vencedor.

    Dizem os seus defensores - e acreditam também os seus opositores - que a consequência imediata será uma descida significativa - ou total? - nos números do aborto clandestino, com todas as vantagens - para as mulheres e para a saúde pública - daí decorrentes.

    (Ok, vamos deixar os fetos e o seu direito à vida fora desta conversa)

    Mas a verdade é que as mulheres, mesmo as perfeitamente saudáveis que praticaram um acto sexual de sua livre e espontânea vontade e que, por azar, descuido ou incúria, se vêem a braços com uma gravidez indesejada e que, com a vitória do "Sim", sabem que se podem dirigir a um estabelecimento de saúde legalmente autorizado para resolverem "o problema", não podem nem devem ficar completamente descansadas.

    Porquê? É que estamos em Portugal... :)


    (eu sei... eu sei... aqui não existirão listas de espera. Isso ficará apenas para pessoas como a funcionária da minha escola que, depois de 3 anos à espera, vai ser finalmente operada à mão/pulso)

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    Ainda as substituições

    A Sr.ª Ministra da Educação entra na clínica onde tinha marcado uma consulta de cardiologia. Após cerca de uma hora de espera é chamada ao consultório, dizendo-lhe o médico de imediato:
    - Por favor, dispa-se e abra as pernas.
    Espantada, a "tia Milu" responde:
    - Mas, Sr. Dr., eu marquei uma consulta de cardiologia.
    E o médico esclarece-a de imediato:
    - Eu sei, minha senhora, mas eu sou o médico de substituição e sou ginecologista.

    (recebido por e-mail)

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    quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

    Afinal quem manda aqui?

    Leio no "Diário As Beiras":

    "O presidente da Junta de Freguesia de Santa Clara, José Simão, ordenou a colocação de uma placa toponímica no preciso local de onde o autarca da freguesia vizinha de S. Martinho do Bispo retirou, em 2005, uma outra placa que havia sido igualmente colocada pela junta de Santa Clara. Em causa esteve, e continua a estar, a disputa da administração territorial da zona dos Alqueves, que a Junta de Freguesia de Santa Clara garante ser sua desde que Coimbra passou a ser constituída por 31 freguesias, há mais de 150 anos."


    (mais +)

    Vejam lá se se entendem! É que, não tarda nada... anda tudo à estalada! :)

    (Rua Caminho? Ou rua ou caminho, caraças...)

    (cada vez que lá passa, a minha filha pergunta à mãe o que está escrito na placa. Já viram ela ter de dizer, numa semana, que está lá "Santa Clara" e na outra "S.Martinho"? Quem é que explica à garota que a mãe sabe ler e não é mentirosa? :P)

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