Mais do mesmo

Mais do mesmo... mesmo do que é demais! Há 6 anos... AINDA NÃO SE PODE SER PROFESSOR?! maisdomesmo.np@gmail.com

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Boas...



Agora é que é: vou para a praia!

Boas férias! Fiquem bem! :)

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quinta-feira, 26 de julho de 2007

2006/2007: o ano da chibata

(recebido por e-mail)
Santana Castilho, o autor, professor do ensino superior, chamou-lhe "O ano da chibata".
Transcrevo-a, para memória, do Público do passado dia 19:

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Analiso as políticas educativas, na imprensa portuguesa, de forma permanente e regular, desde 1981. Digo, pesando o que digo, que este é o pior Governo para a área educativa não superior de que guardo memória. Tudo o que seria importante para promover a qualidade do sistema de ensino ou não foi realizado ou foi objecto de medidas que degradaram ainda mais o que já era mau. A ministra da Educação e os respectivos secretários de Estado foram tecnicamente incompetentes e politicamente irresponsáveis. Transportando para o mundo do ensino a cultura dominante da governação de Sócrates, actuaram como pequenos ditadores e 2006/2007 cola-se-lhes à acção como o ano da chibata. Longe de ser exaustivo, fundamento o que afirmo com um balanço breve do ano lectivo que ora finda.

1. As políticas para o ensino foram boçais e destituídas de visão estratégica. A ministra e os seus ajudantes mostraram ter cabeças tayloristas, convencidas de que gerir passa por fazer, pela força e pelo medo, com que os professores executem as suas ideias inconsistentes. Qualquer mudança, desde que reduzisse, economizasse e afrontasse os professores, foi considerada moderna e progressista.

O ano lectivo de 2006/2007 tinha obviamente que reflectir a verificada redução orçamental (4,2 por cento no básico e secundário e 8,2 no superior) e patentear o que o Governo privilegiava com isso: diminuir o salário dos professores; piorar as condições em que exercem a profissão; cortar-lhes direitos protegidos pela lei que os próprios carrascos produziram (vide as decisões dos tribunais sobre as remunerações das aulas de substituição); tornar cada vez mais precárias as condições contratuais, em obediência aos cânones da liberalização selvagem; fechar escolas (900 a somar às 1400 do ano transacto). Tudo em nome do défice. Mas o défice que hoje nos condiciona a vida foi-se acumulando ao longo dos tempos, sob responsabilidade de políticos com nome, vivos e bem instalados na vida. Sem vergonha e sem contrição pública, alguns voltaram ao exercício político e censuram hoje, displicentemente, aquilo por que foram responsáveis ontem. Para que não me acuse de ficar no vago, concretize o leitor respondendo: quem foi o político que concebeu o modelo retributivo do funcionalismo público, que tantos elegem hoje como a desgraça do Estado? Como se chama o megalómano que decidiu gastar milhões em dez estádios de futebol, num país que manda as filhas parir no estrangeiro e convoca para intervenções cirúrgicas velhos já mortos, cegos, apodrecidos em anos de espera por uma simples operação às cataratas? Qual o peso que sobrou para o défice público da saga de Cahora Bassa e quem são os políticos por ela responsável?

Concedendo, sem mais discussão, que não nos podemos eximir às regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento (que nome mais impróprio) e à lógica da globalização sem rei nem roque, os três exemplos anteriores, de uma infindável lista, e o contexto em que ocorreram, justificariam uma metodologia bem diferente para tratar os professores. Só incultos ou desumanos não o entendem.

2. O recente concurso de "professor titular", a que foram opositores os docentes dos anteriores 8.º, 9.º e 10.º escalões, é bem o paradigma da trapalhada, da injustiça e do improviso em que se afunda a 5 de Outubro: duma vida inteira de profissão, iluminados decidiram que só uns anos contam; dos cargos, os mesmos deram preferência aos administrativos; durante a semana em que o concurso decorreu, pôde o país verificar, atónito, que consoante os dias assim a posse do grau de mestre somava ou retirava pontos ao número necessário, como o exercício de cargos políticos equivalia ou deixava de equivaler a serviço docente; concorrentes ao concurso integraram órgãos de verificação e validação de dados, ou seja, foram juízes em causa própria, com um quadro referencial de confusão e bagunça, o que faz prever uma bela caldeirada conflitual final. Imaginar-se-ia pior?

3. Se do lado dos professores o ano foi mau, do lado dos alunos só podia ser pior. Os exames, fundamentais como sempre tenho defendido, mas longe de tudo resolverem ou serem o mais importante de todo o processo, são o motivo, por via dos respectivos resultados, para que o país acorde, embora só por escassos dias.

Há semanas, depois de múltiplas decisões judiciais contra o Governo, o Tribunal Constitucional decretou a inconstitucionalidade de um despacho do secretário de Estado Valter Lemos, sobre os exames, que prejudicou 10.000 alunos e beneficiou 5000, em violação da igualdade que deve presidir ao tratamento dos cidadãos num Estado de direito. Que aconteceu? Nada! Nem a ele nem à ministra que defendeu, contra tudo e contra todos, com a arrogância que lhe conhecemos, o indefensável.

A cena da Física do ano passado ditou a demagogia primária deste ano. Da multiplicidade de exames, correspondentes à confusão de programas vigentes, encontrou-se o menor denominador comum e decretou-se o exame único: uma farsa, um desrespeito pelo trabalho dos alunos, das escolas e dos professores. Mas a redução do número de provas não isentou de erros a produção dos exames. Lá voltámos a ter 36.000 alunos confrontados com uma pergunta a que nenhum poderia responder, por ser rematada asneira. Que fez a ministra? Achou irrelevante e engendrou a solução tecnicamente bruta que os pais foram contestar em tribunal. Até quando?

Sem contenção de linguagem e sem o mínimo rigor pedagógico e científico, a ministra ligou o Plano da Matemática, com escassos meses de acção, incompleta, mesmo assim, por incumprimento seu, aos resultados dos exames que estariam para vir. Quando apareceram os primeiros, do 12.º ano, que nada têm com o famigerado plano, que apenas contempla o ensino básico, embandeirou em arco e insinuou uma relação que não existe. Finalmente, deve ter mordido a língua quando foram conhecidos os do básico, os piores de sempre, que reduziram ao ridículo as declarações que produziu antes.

No ano que ora finda, nada do que pode mudar o desastre foi realizado.
A trapalhada do edifício curricular permaneceu incólume, assim como a incoerência dos programas de estudo.
Aumentou o facilitismo e a idiotização do ensino.
Subalternizou-se ainda mais a Literatura no ensino do Português.
Empurrou-se para debaixo da mesa a trapalhada da TLEBS.
Liquidou-se a Filosofia.
Manteve-se uma dispersão assassina e ignorante de solicitações aos alunos (12 disciplinas no 3.º ciclo do básico e mais tempo de permanência na escola que os operários nas fábricas, não é de loucos?).
Mudou-se a estrutura orgânica do ministério, deixando-o igualmente centralizador e burocrático.
Promoveu-se o clientelismo e premiou-se a delação e o servilismo.
Mudou-se a legislação disciplinar, mas continua a ser mais fácil falsificar uma nota de 50 que actuar com eficácia sobre os pequenos delinquentes, que tornam a vida dos colegas e dos professores um martírio diário.
Nada mexeu quanto ao anacronismo da gestão das escolas.
Professores, vítimas de cancros em fase terminal, foram indignamente chibatados para morrerem no posto, em nome duma lógica economicista que rejeita aquisições civilizacionais básicas.
Mal haja, senhora ministra.


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E o pior está para vir... com muitos dos que serão os professores titulares a não conseguirem "dar conta do recado"... e muitos CE a serem "mais papistas do que o Papa"!
Quem é que se vai tramar? O "mexilhão", como de costume!

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terça-feira, 24 de julho de 2007

Processo arquivado... mas ficou o aviso



Consequências?

  • A Directora Regional devia demitir-se ou ser demitida;

  • o professor Charrua devia ser readmitido no seu anterior posto de trabalho.

    Muito provavelmente nem uma nem outra se irão verificar... mas cá estaremos para seguir os acontecimentos.

    Mas ficam duas ideias fortes:

  • este Governo lida muito mal com a crítica e vai continuar a tentar intimidar os funcionários (pessoalmente também já tenho razões de queixa... mas isso agora não interessa nada);

  • mesmo perante um tão sinistro cenário, vale a pena lutar e denunciar os abusos de poder. Por mais que o ex-PS afirme que não houve intervenção política neste assunto, fica claro para todos que este desfecho, para além de tardio, ainda não iliba completamente o professor Charrua e só aconteceu pelo facto de ter havido uma enorme mediatização.

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  • sexta-feira, 20 de julho de 2007

    Visitantes ilustres

    Não sei se isto é o que parece...


    (aumentar)

    ... mas querem ver que um dia destes vamos ter por aqui o Primeiro-Ministro?

    ("eles" não estiveram hoje no Parlamento a dar a ideia de que viver em Portugal é como viver no Céu? Pelos vistos é verdade, pois até lhes sobra tempo para visitarem o Mais do mesmo)

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    segunda-feira, 16 de julho de 2007

    Cancro da mama: não facilites!

    Faz o auto-exame regularmente

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    domingo, 15 de julho de 2007

    Eleições em Lisboa

    Mais do que uma vitória do ex-Partido Socialista, há uma derrota dos partidos de direita! E com a abstenção verificada, há uma "derrota" para a democracia... ou, pelo menos, para "este" sistema partidário/eleitoral. Dos 524.248 inscritos, apenas votaram 203.686 eleitores.

    Em termos absolutos, o ex-PS teve menos 17.115 votos do que em 2005. Helena Roseta teve agora 20.006 votos. Será uma simples transferência?

    O PPD/PSD teve agora menos 88.982 votos do que em 2005. Queda estrondosa, que se ouviu aqui em Coimbra! :)
    Como Carmona Rodrigues obteve agora 32.734 votos... admitindo que houve uma transferência do PPD/PSD... para onde foram os outros? Ficaram em casa ou na praia?
    Tempos difíceis para Marques Mendes, que já convocou eleições directas antecipadas no seu partido!

    O CDS perdeu quase 9.500 votos, em comparação com 2005... e perdeu o único vereador que tinha! Tempos difíceis para Telmo Correia e Paulo Portas!

    Como o ex-PS não obteve maioria absoluta, resta a curiosidade de saber que alianças serão feitas, pontual ou definitivamente... e se poderemos, de algum modo, estabelecer um paralelo entre as formas de governar de Costa e Sócrates!

    Será engraçado ver que "leituras políticas" e "análises sócio-partidárias" serão feitas nos próximos dias! :)

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    sexta-feira, 13 de julho de 2007

    Avaliação de desempenho

    Já li a proposta do diploma destinado a regulamentar a avaliação do desempenho!

    O meu comentário? Simples:

    se querem acabar com os professores isto seria menos deprimente...

    ... e isto um pouco mais rápido!

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    Eles querem matar-nos!

    Com tudo o que já assola a saúde física e mental dos professores, a "caírem mortos", quase literalmente, nas salas de aulas… com mais o que aí vem… quem vai querer ficar neste "sistema assassino"?

    Estou desolado! Ainda hoje soube que uma enfermeira de 27 anos, colega da minha esposa, praticamente teve um enfarte em pleno serviço (está internada, ainda).

    Porquê? Porque eles - os enfermeiros -, tal como vai acontecer connosco… se é que não acontece já, estão a ser "escravizados" e "mortos com trabalho"! Às chefias, às administrações e ao Governo… este Governo do ex-PS… não interessa a pessoa humana, os seus direitos laborais, as regalias conquistadas em 30 anos de Democracia, nem sequer a qualidade do serviço prestado ou o bem-estar do doente, muitas vezes com alta quando ainda quase não acordou da anestesia… mas apenas lhes interessa a "economia", as "estatísticas" e os "resultados imediatos", para "inglês ver"! Mesmo que seja à custa da morte - literal - dos seus funcionários!…

    PS1. Consequência imediata deste caso, aqui em casa? A minha esposa está a fazer o turno da noite, agora... e vai ter de fazer o turno da noite de amanhã, que a colega teria de fazer. Estou à espera do dia em que também ela caia para o lado... se não cair eu primeiro!

    PS2. Ainda não há muito tempo eu aqui tinha relatado o caso de um chefe que, também em pleno serviço, teve um princípio de AVC... num dia em que se enervou de forma quase fatal, porque teve de andar a questionar os seus "subordinados" sobre se iriam aderir ou não à greve do dia seguinte! Mais do mesmo...

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    domingo, 8 de julho de 2007

    Também é uma Maravilha



    Este é um dos monumentos que não foi escolhido como sendo umas das "7 Maravilhas de Portugal", mas que não deixa de ser menos espectacular por esse facto. É merecedor da nossa atenção... e sugiro que façam uma visita, pois vale a pena.

    [Esta foto foi captada em 1993, com uma Pentax-K1000! Velhos tempos...]

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    Sete Maravilhas de Portugal

    Aí estão elas:


  • Mosteiro de Alcobaça (conheço bem, vou lá muitas vezes... e foi onde casei)
  • Mosteiro dos Jerónimos (nunca visitei - só conheço o exterior)
  • Palácio da Pena (só conheço o exterior, que fotografei)
  • Mosteiro da Batalha (já visitei)
  • Castelo de Óbidos (já visitei)
  • Torre de Belém (nunca visitei - só conheço o exterior)
  • Castelo de Guimarães (nunca visitei - só estive no exterior, que fotografei)

    Acabei por não votar, mas estão aqui algumas das que seriam as minhas escolhas.
    Confesso que teria votado no Convento de Cristo, que também conheço bem e provavelmente, por um prisma "regionalista", mas também histórico, teria escolhido as Ruínas de Conímbriga (ou mesmo a Universidade de Coimbra). :)

    Portugal tem monumentos e recantos fantásticos e sinto um certo "orgulho" por conhecer uma parte significativa dos monumentos que estiveram à votação. Mas ainda há muito para descobrir e conhecer...

    Sugestões?

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  • quarta-feira, 4 de julho de 2007

    Insinuações e perfídias

    «A intriga é o mal mais exemplar porque é o menos inevitável!»

      AFONSO BOTELHO


    Eu sei que a vida é assim mesmo: estamos a cada passo a encontrar seres ignóbeis que recorrem a golpes sujos e rasteiros para destruirem aquilo que a própria Constituição Portuguesa reconhece a cada cidadão: o direito ao bom nome!

    Desculpem, pareço zangado... mas ainda existe o direito à indignação, não?


    ***************

    Estas palavras faziam parte de um texto que aqui escrevi em 28 de Fevereiro de 2004.
    (qualquer dia sou um "veterano")

    Voltam a ser actuais... porque Portugal está cheio de "bufos e bufas"... e o ar que se respira é nauseabundo!

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    domingo, 1 de julho de 2007

    Assunto nacional? Claro que sim!



    Não podemos passar o tempo a falar de trivialidades como o "Apito Dourado", a OTA, o TGV, a licenciatura do Engenheiro Primeiro Ministro José Sócrates, do processo movido pelo "Primeiro Ministro enquanto tal e cidadão" contra António Balbino Caldeira, do "caso Charrua" e de outros semelhantes... não podemos passar o tempo a falar do desemprego ou da precariedade do emprego, das omissões e/ou erros nos exames nacionais, das confusões e ilegalidades no concurso para professor titular... não podemos passar o tempo a falar da morte, lenta e gradual, do Partido Socialista (agora conhecido como ex-PS) e de todas as outras banalidades habituais, porra!

    Também temos de falar de coisas importantes - e não apenas divertidas como diz a Rita Ferro - como é o caso das maminhas das apresentadoras!
    Há alguma coisa mais transparente em Portugal, neste momento?

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    The Dhaka Project

    Recebi, por e-mail, o pedido de divulgação do projecto de uma ONG: The Dhaka Project.

    (O sítio original está... aqui!)

    O processo de legalização da ONG em Portugal está em curso, e pensa-se que até ao final de Agosto saia em Diário da República. Em Agosto irá para Dhaka a primeira voluntária portuguesa, a Cristiana.

    Há por aí mais algum voluntário/a?
    (divulguem)

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    Parabéns, Sporting!


    (in site do Sporting)

    Esforço, Dedicação, Devoção e Glória, eis o Sporting Clube de Portugal!

    Parabéns por mais um aniversário!

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