Mais do mesmo

Mais do mesmo... mesmo do que é demais! Há 6 anos... AINDA NÃO SE PODE SER PROFESSOR?! maisdomesmo.np@gmail.com

sábado, 25 de junho de 2005

Breves notas de fim de semana

Conseguem aceder e ver bem o "Mais do mesmo"... ou têm tido dificuldades?

Eu sei que não tenho dedicado muito tempo ao blog, mas é tudo uma questão de prioridades e, nesta altura do ano, o trabalho na escola não é e não pode ser descurado, embora eu continue a ouvir "umas bocas" de que os professores "não fazem nada"!
E depois, claro, há a Raquel na minha vida! :)

Ontem saiu a lista de colocações, mas fiquem descansados que eu não fiquei efectivo. Aliás, quando comecei a minha carreira docente a expectativa era a de que conseguiria a efectivação ao fim de 14 anos de serviço. Ontem uma das minhas colegas ficou finalmente efectiva (e logo numa escola perto da residência dela)... mas ela tem 25 anos de serviço!

Eu falei em "expectativas"? Bem, é melhor nem falar disso, tantas têm sido as mudanças na carreira docente... que, sinceramente, já nem sei bem "onde isto vai parar" e o que será do nosso "estatuto" dentro de 5 anos! Desconfio que nessa altura o Governo exigirá que os professores se reformem aos 70 anos... e só se forem avós e tiverem netos "a seu cargo"!

sexta-feira, 24 de junho de 2005

Prioridade ao 1.º Ciclo

Diz o Primeiro Ministro de Portugal que - finalmente, digo eu! - vai ser dada prioridade ao 1.º Ciclo do Ensino Básico!
(Esta notícia chega com décadas de atraso...)

Infelizmente, parece que as "promessas eleitorais" não vão ser plenamente concretizadas, pois afinal o "prolongamento de horário" não é para todas as escolas... e o inglês também é só para "alguns alunos"!

Para mim não é surpresa absolutamente nenhuma!
Aliás, não será surpresa para ninguém que conheça minimamente a realidade das escolas do 1.º Ciclo.
Dá-me a impressão que primeiro o PS prometeu... e só depois foi analisar "a realidade do país"!

Não devia ser ao contrário?

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sexta-feira, 17 de junho de 2005

A voz e a vez do Paulo

A carta que o Público pôde e quis publicar:

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    PEQUENOS DITADORES


Do passado vêm-nos memórias e relatos do autoritarismo e da violência arbitrária dos professores na sala de aula.Detentores de um saber censurado, ameaçando com o objecto correctivo na mão, os professores obrigavam o amedrontado aluno a reproduzir o que ditavam, colaborando desse modo para a manutenção da ordem, a partir do seu estrado. Era o tempo em que o estatuto social do professor era equivalente ao do médico, do padre e do juiz, o tempo em que a autoridade não se questionava.

Felizmente, o 25 de Abril e uma nova concepção do que deveria ser a educação vieram mudar este cenário. E, no entanto, passados trinta anos dessa data, assistimos a um estado de coisas cada vez mais generalizado e preocupante em que os papéis quase se inverteram. O autoritarismo e a violência são agora o triste e inquestionável privilégio dos alunos. Não já o autoritarismo e a violência antigos, obviamente, mas esses com novas formas. E desde logo sob a forma de questionamento do binómio ensinar-aprender. De facto, são cada vez mais os alunos que põem em causa a pertinência do que o professor lhes tem a transmitir. Isto poderia constituir uma atitude desejável, não fosse essa uma atitude de princípio sem reflexão alguma a sustentá-la. Conclusão: está a tornar-se natural o aluno recusar-se a aprender a priori! Porque aprender é aborrecido e tudo o que implica esforço deve ser rejeitado liminarmente. A escola tornou-se assim uma instituição obsoleta, uma espécie de castigo social a que se têm de sujeitar os pobres dos alunos (é como vítimas que muitos se vêem) para poderem ingressar na vida activa. Aliás, como em seu entender têm acesso a toda a informação útil e interessante por outras vias, os alunos sentem que não precisam da escola para nada. O que a escola lhes dá são «secas». E expressam-no com veemência na sala de aula. Mas não se ficam por aqui. Socorridos pela cultura da «palmadinha nas costas» ou «das festinhas no ego» promovida pelas Psicologias, apoiados – e muito – pela desresponsabilização dos pais, os alunos dão-se ao luxo de questionarem constantemente as metodologias e propostas dos professores, por não serem – dizem eles – suficientemente motivadoras! (Por eles, veriam filmes todos os dias.) Com mais ou menos diálogo, com mais ou menos interacção, assumirem que o papel do aluno é o de aprender é coisa que não lhes passa pela cabeça. Ou seja, à ignorância juntam a arrogância, que mais não é que o orgulho de se ser ignorante.

Sabemos por que isto acontece.
Entre outras razões, a massificação do ensino, fruto da democracia, não soube corresponder aos desafios que a sociedade da imagem e da informação constitui para a própria democracia. Por outro lado, perdeu-se (se é que alguma vez existiu) a consciência de que a escola não é apenas uma fornecedora de informação, mas sobretudo de critérios de tratamento dessa informação, ou seja, a consciência social de que a escola forma cidadãos e não apenas profissionais. Depois, a conhecida situação precária de milhares de professores contratados, leccionando um ano em cada escola, contribui para a degradação da imagem e estatuto social do professor – também junto dos pais dos alunos –, ao ponto de se ter tornado natural a ridicularização da docência em séries televisivas como «As Lições do Tonecas» ou, muito mais perversa, «Zero em Comportamento». Há outras razões, claro, mas estas são suficientes.

O assunto é grave. E não apenas pelas notícias que vêm a público de ofensas verbais e físicas perpetradas por alunos e pais de alunos contra professores. Isso são sintomas gravíssimos, mas sintomas. A questão é: que cidadãos e cidadãs estamos a formar? Ou pior: que coisa monstruosa se estará a formar nestes pequenos ditadores? No fundo: que sociedade estamos a criar?

    Paulo Carvalho, Cacém,
    professor em Ourém.

sexta-feira, 10 de junho de 2005

Calor... Verão...

Bronzeado da moda

... e o bronzeado que vai estar na moda!

quinta-feira, 9 de junho de 2005

Pergunta pertinente

Com o Sócrates no governo...

...o Barroso na Comissão Europeia...

... e o Guterres na "Comissão dos Refugiados"...

... fugimos para onde?!

(recebido por e-mail)

quarta-feira, 8 de junho de 2005

Incêndios e outros ataques

Fora, um incêndio perto duma fábrica de papel: o recomeço do inferno!

Dentro, um calor insuportável a convidar-nos para uma sesta à beira do Mondego... em vez de operações e escrita de frases!...

Pelos corredores de alguns Ministérios, preparativos para mais um ataque cerrado à carreira docente! Estamos "queimados"...

"Jovem, queres ser professor? Não penses nisso... desiste enquanto é tempo, zela pela tua saúde física e mental!"

domingo, 5 de junho de 2005

39...

O tempo passa, foge, voa, esgueira-se...

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sábado, 4 de junho de 2005

Parabéns, Diana e Joana!

Eras assim, Diana... lembras-te?



A Joana também já foi assim... :)

Parabéns por mais um aniversário, meus amores!
Infelizmente, não vou poder estar convosco neste dia... mas contem comigo para o próximo fim de semana! ;)
(A Raquel manda um grande beijo para a Ninana e a Nunana!)

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quarta-feira, 1 de junho de 2005

Sobre cuecas

Há poucos minutos um amigo alertou-me para este artigo/notícia:

Cuecas fio-dental podem causar problemas de saúde

As cuecas do tipo fio-dental – cada vez mais populares em toda a Europa – podem provocar irritações na pele e causar infecções, pelo menos é o que revela um ginecologista alemão.
O ginecologista Thomas Gent, da Associação de Ginecologistas alemã, aconselhou as mulheres a usar as cuecas mais tradicionais para evitar qualquer complicação.
Segundo o médico, «as cuecas fio-dental podem causar assaduras e ferir a pele sensível na área genital, especialmente se elas forem muito apertadas ou com uma costura de baixa qualidade».
Contudo, um ginecologista britânico contradisse esta teoria e afirmou que as cuecas apertadas é que são prejudiciais.
Segundo Nick Panay, ginecologista do Hospital Queen Charlotte, em Londres, «uma cueca dois números menor do que o tamanho adequado pode levar a assaduras e desconforto».

(conferir aqui...)

Por favor, decidam-se lá... que eu quero saber que tipo de cuecas tenho de oferecer à minha mulher e à minha filha!

Tanga
PS. Não, eu não uso... :)

Volte sempre!
 
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